Ponto V!

Home Game Design Geral Especial – Idéias e Desabafos
Cindy Dalfovo
Especial – Idéias e DesabafosImprimir
Escrito por Cindy Dalfovo

Muito antes de aprender qualquer coisa sobre programação e algoritmos, muito antes de começar a considerar uma carreira na área de exatas, havia algo que me chamava. Algo que eu tinha e que fazia as pessoas me elogiarem.

E, ah, como eu AMO elogios. Quando tudo o mais falha, ver um elogio em algum canto, escrito por alguém que eu mal conheço, me traz um novo ânimo. Faz-me sentir mais capaz, mais soberana de mim – entendam, depois de anos sendo considerada uma daquelas “garotas estranhas” da turma, é bom ser constantemente lembrada que diferente não significa algo ruim, muito pelo contrário.

Tenho verdadeira paixão por contar histórias. Mas não apenas os fatos, as cores, os cenários… não, essa era a parte menos importante para mim. O que havia em cada linha que eu escrevia, cada história que se desenrolava sob meus pequenos dedos, falava sobre medos, sobre emoções, sobre angústias, felicidades, indecisões. Não eram os fatos que realmente comandavam minhas histórias, mas as reações de meus personagens a eles.

Sou fascinada por encontrar maneiras de contar minhas histórias. Durante algum tempo, escrever era o que me animava, o que me ajudou a superar uma das fases mais difíceis da minha vida – mas que acabou por me tornar muito mais forte, de tal maneira que a mesma situação não me abalaria da mesma maneira hoje.

Eu posso quase imaginar a pergunta surgindo na cabeça de quem estiver lendo este post… “Mas, afinal, o que isso tem a ver com gamedev?”

E eu diria… tudo.

Às vezes eu me pego imaginando coisas que eu gostaria que acontecessem na minha vida. Há o óbvio para uma garota, claro: casar, ter filhos. Mas há também um desejo imenso em ser mais reconhecida pelo meu trabalho. Em conseguir levar adiante meus projetos, em conseguir transmitir minhas idéias.

Há um campo de desenvolvimento de jogos que me chama muito a atenção, talvez até mesmo pela sua quase inexistência: a emoção transmitida através deles. Não fala de adrenalina, do desejo de vencer. Falo de empatia.

Há alguns jogos que conseguiram avanços nessa área, e são muito lembrados por conta disso – o primeiro exemplo que me vêm à mente é Shadow of the Colossus, um dos únicos jogos que conseguiu que muitos de seus jogadores se sentissem… culpados. Que fez com que os jogadores se sentissem divididos entre seguir adiante ou parar com algo que eles sabiam ser errado.

Quando se fala em contar histórias através de um jogo, normalmente se pensa em RPGs ou Adventures Point-and-click. Embora exista razão para essa associação, na maior parte dos casos os RPGs e os Adventures não fazem nada além disso: contam uma história. São raros os casos nos quais o jogador sente alguma empatia pela situação do personagem, e não algo que pode ser resumido com um simples “Yeeeey, agora eu vou treinar, reunir companheiros e salvar o mundo”.

Na maior parte dos casos, são jogos nos quais você controla bonequinhos,em batalhas que envolvem números para… para o que mesmo? Ah, sim, salvar o mundo.

Há aquele Final Fantasy, cujo certa cena se tornou memorável para muitos fãs. Alguns ficaram entristecidos quando certo personagem morreu, mas muitos ficaram felizes em se livrar de um personagem tão irritante. O Final Fantasy mais recente pecou nesse sentido – você conhece alguém que tenha simpatizado profundamente com algum personagem do jogo? O personagem principal possuía uma personalidade que caberia numa colher de chá. Fran e seu companheiro eram divertidos, davam algum toque ao jogo, mas não passavam disso.

Se há algo que eu gostaria de estudar, seria como conseguir colocar as emoções que eu costumo colocar tão bem no papel na forma de um jogo.

Como tratar de emoções delicadas sem se tornar embaraçoso ou irritante? Como transmitir emoções a jogadores que estão acostumados a associar apenas emoções como frustração (por não conseguir passar de uma determinada fase) e rivalidade aos seus jogos?

Estou pensando nisso, e espero algum dia chegar a algum resultado. Quero contribuir para que existam jogos que transmitam emoções como certos filmes que fazem com que você chore TODA vez que você os vê – e que você volta a assistir mesmo assim. É claro que não sou a primeira pessoa a pensar nisso – algo assim deve ter cruzado a mente de alguns criadores de jogos que conseguiram jogos que transmitiam emoções distintas. Mas é algo que definitivamente merecia mais atenção, e que eu realmente gostaria de me dedicar.

Se algum dia vocês lerem uma tese de uma mulher sobre emoções e jogos… vocês já sabem quem terá escrito :)

Quem quiser me ajudar, eu gostaria de comentários: que jogos vocês jogaram que transmitiram algum emoção? Há algum jogo que realmente tenha chegado até você, ao ponto de você ficar pensando na história, seus personagens e suas emoções mesmo tempos depois de ter “zerado” o jogo? Não, não sei se tristeza por chegar ao fim de um jogo realmente bom conta :p

(e mesmo com a possibilidade de discussões como essa, ainda há quem questione a validade de jogos de videogame enquanto “arte”… é claro que nem todos os jogos merecem tal título, mas também, nem toda pintura merece ser chamada assim, nem todo livro, nem todo filme… mas são os jogos realmente BONS que fazem você pensar que jogos são, sim, uma arte. Mas isso é assunto para um outro post ;D )

Este artigo foi originalmente publicado no Disk Chocolate.


Comentários (24)
  • Lucas R.  - KH
    avatar

    Kingdom Hearts tanto o 1 quanto o 2, depois de tempos de ter zerado, só de ouvir a música do final, já pensava na história toda.
    Muito bom artigo!

  • Adriano  - Jogos bons são os de antigamente
    avatar

    Olá, bacana a sua vontade em modelar emoções nos jogos, espero que consiga chegar onde planeja. Para mim jogos bons são os de antigamente. Por quê? Simples, estes estimulam a criatividade do jogador, não deixam isso a cargo dos gráficos perfeitos que podem ser atingidos hoje com todas as suas explosões e efeitos especiais. Outro ponto era a incapacidade de salvar o estado do jogo. Imagine quantas inúmeras vezes jogadores (fanáticos) de sonic (mega drive) ou super mário bross (snes) não jogaram tais jogos em busca de ir cada vez mais longe e descobrir o final. Hoje em dia dá até um desânimo você pegar um super jogo e em poucos minutos, talvez horas, já cansar e deixar ele de lado. Tenho um ps3, mas não achei nenhum jogo que me estimulasse a passar mais de 2 horas com a empolgação de ver o final. Não sei se era esse o ponto que você esperava chegar com o feed, mas está aí. :)

  • Fabio
    avatar

    Um jogo que abusa da empatia é Shadow of the Colossus. Não há uma história muito complexa (pelo menos explicitamente) porém é um jogo que brinca com suas emoções, do entusiasmo à depressão. Um outro exemplo é Braid, que é sem dúvida um dos melhores jogos que já joguei até hoje. Ele morou na minha cabeça por meses depois de eu ter visto o final. :)

    Tenho o mesmo interesse em contar histórias e despertr emoções nas pessoas através dos jogos. O próximo projeto da minha "empresa" será um RPG com foco intenso no crescimento, amadurecimento e interações dos personagens, e pelo que temos definido até o momento creio que teremos algum sucesso nisso :cheer:

    E se algum dia quiser trabalhar em algum projeto conjunto, é só falar!

  • Leandro Navarro
    avatar

    Muito interessante seu artigo sobre a emoção nos jogos, Cindy. Dos vários jogos que joguei, os que mais me marcaram foram justamente aqueles que levaram a experiência além do gameplay básico, que partiram para abordagens mais emocionais.

    O principal nesse quesito, para mim, é Final Fantasy X. Não seria mentira se eu dissesse que joguei ele completo 4 vezes. O mais engraçado foi que, cada vez que eu revisitava o mundo de Spira e o mundo pessoal de cada uma das personagens do jogo, experienciava sentimentos e interpretações diferentes. Sentia nitidamente que minha vivência e preferências durante o jogo se davam pelas minhas visões de mundo e o estado mental em que eu me encontrava na época em que o joguei. Dessa forma, por mais que seja o mesmo jogo, as emoções que vivenciei foram totalmente distintas.

    O que realmente me impressiona é a grande capacidade que os jogos que tratam com emoções têm em encontrar características inerentes à natureza humana, aos sentimentos mais profundos que todos os humanos possuem, à essência.

    Sempre senti que a música faz um elo muito importante nessa ligação entre jogador e essência humana. Tanto é que, vários jogos que me absorveram emocionalmente falando (Kingdom Hearts, Shadow of the Colossus, Chrono Trigger e o próprio Final Fantasy X), todos eles possuem composições musicais muito fortes, que, a cada vez que as ouço, trazem todo o sentimento que tive durante o jogo à tona. É só tocarem "To Zanarkand" que já me dá vontade de jogar tudo de novo :D .

  • Daniel Costa
    avatar

    Engraçado vc falar sobre emoções logo agora. Eu já joguei inúmeros jogos e quase nenhum deles tinha uma história forte que me prendesse.

    Mas recentemente joguei o Starcraft II e fiquei muito empolgado com a história. Eu estava nem aí para completar as missões ganhando bônus de realização e outros. Meu foco era a história. Admito que a cada soldado ou civil morto eu sentia uma angustia dentro de mim :P. No final da história cheguei a chorar com a surpresa que a Blizzard preparou para todos. Não vou comentar os detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não jogou.

    Outro jogo que prendeu pela história foi o Baldurs Gate. Pois além de ser algo que prende o jogador pois é o pai do personagem que morre e sua saga é ir atrás de quem o matou, vc não fica preso aos objetivos. Tem liberdade para fazer o que quiser, mas certamente vai ter que arcar com as consequências de suas atitudes. Isto deixa a experiência mais viva e pessoal pois a cada vez q vc jogar, irá acabar seguindo um caminho diferente.

  • Passado Brasileiro  - Muito bom
    avatar

    Gostei da matéria!!! hehehe :kiss:

  • Marcos Vasconcelos  - True
    avatar

    Verdade, Shadow Of Colossos também me deu essa sensação, e também uma outra, de como é dificil fazer tudo aquilo para salvar alguém.

    Os FF já foram melhores.

    E hoje em dia conheço poucos jogos que passam alguma emoção.

    God of War é um deles, a historia de um cara que vende sua alma para ter poderes e depois se rebela contra os deuses, realmente é legal.

    Mas os jogos similares a god of war, são bem.. somente similares.

  • Lopídio Guigui  - Excelente!
    avatar

    Muito bom!
    Assino embaix;, concordo em gênero, número e grau.
    Nunca me considerei um jogador viciado em algum jogo.
    Nunca joguei sequer algum Final Fantasy e não sei nenhum nome de ninguém dessa coleção.
    Também nunca joguei algum jogo que citaram nos comentários.
    Mas eu já assisti à alguns jogos. Isso mesmo, simplesmente sentava ao lado dos meus amigos que estavam jogando e dava pitacos.
    Eu sempre me impressionei pelo fato de não sentir vontade de jogá-los.
    Eu sempre disse que preferia analisar o jogo a simplesmente disperdiçá-lo fazendo coisas que não são necessárias no enredo.
    O fato que eu nunca tinha relacionado era de como a sensação que eu sentia assistindo aos jogos era tão parecida com a sensação que eu tenho assistindo filmes.

    Ah, e eu me fiz essa pergunta: Mas, afinal, o que isso tem a ver com gamedev?
    Agora, isso tá bem claro pra mim.
    Valeu!

  • Bruno Wesley Schuindt  - Adorei
    avatar

    Boa tarde Cindy.
    Fantastica sua colocação eu já joguei muitos jogos mas poucos me passavam emoção.
    não sou muito fan de jogos com "Historinhas"
    Meus jogos favoritos são ZELDA ocarina e majora e FABLE.

    fable na minha opinião é uma evolução de zelda.
    Ele te da a escolha de ser bom ou mau isso é emoção.
    onde voce pode ter familia livre arbitrio.

    eu já acho que jogo é para ser jogado
    se eu quiser assistir eu vejo um filme

    creio que esse seja a primeira vez que posto no blog
    mas parabens

    até
    beijos

  • Leandro Monge  - Heavy Rain
    avatar

    Olá Cindy. Bom assim como você adoro escrever histórias e concordo da dificuldade de se encontrar um bom game que traga um emocional forte. Minha indicação vai para Heavy Rain (caso ainda não o tenha jogado). Ele te faz lembrar de coisas que você já fez no passado e que poderia ter mudado, pro exemplo. Ou realmente você pensa: O quão fundo eu iria para salvar um familiar.
    Bem, essa é minha dica. Depois de jogar me diga o que acho :D

    Abraços!!

  • Cindy Dalfovo
    avatar

    Engraçado você citar esse jogo. Recentemente tive a oportunidade de jogá-lo e ele se tornou um dos meus jogos favoritos. Quero publicar uma análise detalhada dele, mas e o tempo? :p

    E eu encarnei o pai do garoto... seria, fiquei completamente imersa no jogo. Foi uma experiência fantástica =~

  • Leandro Monge
    avatar

    Sim, o jogo traz uma enorme imersão. Na hora de cortar o demo eu cheguei a pausar o game e pensar se realmente faria aquilo. No veneno eu comecei a suar. Acredito que um jogo nunca me trouxe tanta imersão como esse.

    Abraços.

  • Carlos
    avatar

    Como os outros artigos, esse está otímo. Todos os artigos me ajudaram muito. Fazia tempo que eu estava na net procurando algum material do tipo.
    Para quem gosta de emoção, eu recomendo, Tsukihime. Ele é de um estilo de jogo que eu conheci a pouco tempo: Visual Novel. Otimo para quem gosta de ler. Muitos não o consideram um jogo por se tratar, em sua maioria, de textos. É um jogo que no final, faz você pensar na situação de cada personagem.

    Esse site já entrou nos meus favoritos.

    Abraços.

  • Bruno
    avatar

    Para mim, mesmo não sendo muito mencionado, o principal jogo em mente é o Final Fantasy VIII, mesmo anos depois, ainda tenho simpatia pelos personagens, e dá pra fazer uma análise psicológica muito boa enquanto a estória se desenvolve.

    Entre outros jogos que fazem diferença na minha vida pela excelente trilha sonora, como Chrono Cross.

  • Bruno S. K.
    avatar

    Castlevania: Symphony of The Night, Star Fox 64 e Zelda: Ocarina of Time são os jogos que me emocionaram, o primeiro pelo imerção total de estar em um castelo medieval, o segundo por tratar da sobrevivencia dos seus companheiros como um fato importante e Zelda pela historia bem construida tanto do jogo como do personagens.

  • Iury  - Castlevania LOS
    avatar

    Muito boa a matéria.Pra mim eu gostei bastante do castlevania lords of shadow,apesar do jogo de várias lacunas,a história me emocionou de forma que não sei explicar.A angústia que o Gabriel sente durante o jogo é inexplicável e o final do jogo dá uma reviravolta muito boa.
    Eu sei que muita gente pode reclamar do jogo,mas ele me marcou foi o meu primeiro jogo do Xbox 360 e eu comprei ele no dia do Jogo Justo.

  • Dan  - Games
    avatar

    Acabei de conhecer o fórum, e já é o terceiro tópico que eu leio (curti todos...) parabéns!

    Bom... Chrono Trigger é um clássico, e a forma como a história se desenrola em volta de todos os personagens cria uma sensação imensa (na minha opinião) de realidade.

    Final Fantasy X Agonia. Além de cada batalha exaustiva e cada cutscene muito bem feita (como a cena do casório, por exemplo), a decepção que eu partilhei com o Tidus ao conhecer o desfecho da história foi algo realmente tenso.

    Shadow of Colossus foi um choque. Me senti culpado demais, inclusive pelo Aggro.

    Portal também me surpreendeu no quesito 'história', calma...vou explicar... Me causou a mesma sensação de quando eu assisti o filme 'Poder sem limites (PTBR)- Chronicle (EN)': Por alguma estranha razão, o fato de não haver uma construção da história, mas simplesmente mergulhar o espectador/player no AGORA cria um certo desespero/receio em relação a cada próximo segundo, e isso é o que, nesse caso, prende a atenção.

    Psi-Ops - PS2... Ótimo jogo criado pela Midway, o enredo parece meio fraco no começo, mas ao longo do jogo ele cresce, aumentando a sua sensação de poder, até que chega o momento em que você percebe que ... enfim... é uma raiva boa, até.

  • Lucas
    avatar

    Fiquei surpreso em ver que outra pessoa teve a mesma idéia que eu. Significa que eu tô no caminho certo! ^^

    Tá longe de eu conseguir alguma coisa, mas o que mais me motiva em seguir no mundo de criação de jogos, é justamente isso, ter como colocar emoções nos jogos, nos momentos críticos, nas raivas, tristezas, dúvidas...

    As emoções tornam uma idéia simples em uma coisa fantástica.

  • Diego Lucas  - eita.
    avatar

    Nossa, lágrimas... emocionante, eu joguei um de play2, se chama ICO, onde você tem que fugir de um castelo com uma garota, da qual fala uma língua totalmente diferente da sua, mesmo criador de Shadow of the Colossus

  • Igor
    avatar

    Realmente gostei muito do tópico, acho que a questão de criar uma imersão nos jogos através de sentimentos é algo que realmente faz um jogo valer a pena.

    Quanto a uma recomendação posso dizer que uma franquia que foge do contexto e da ambientação da maioria dos Rpg's, mas mesmo assim foi algo que me trouxe muitas reflexões é a franquia Persona, em especial o Persona 4.

    Para quem não conhece, o grande foco dele é justamente no emocional e até mesmo em muitas reflexões cotidianas, já que a ambientação dele é no mundo moderno é muito fácil colocar-se na situação de alguém. Para quem gosta de uma boa história é um prato cheio.

  • Gustavo Silveira  - ActRaiser
    avatar

    Muito bom o texto, parabéns.

    Um jogo muito antigo do qual lembrei-me imediatamente é o ActRaiser, do SNES, onde o jogador via-se no lugar de um deus e, entre fases de ótima ação de plataforma e momentos de administração no melhor estilo SimCity, surgem as rápidas e comoventes estórias dos pequenos cidadãos, contadas em forma de preces ao deus jogador. Estórias como a do homem que, no fim de sua vida, reza pelo privilégio de sentir a chuva molhando seu rosto uma última vez e, caso o jogador conceda-lhe esta bênção, a viúva ora em gratidão descrevendo a felicidade estampada no rosto do marido em seus últimos momentos de vida. Tudo isso envolto em uma belíssima trilha sonora.

    Enfim, se você não conhece ActRaiser e tiver umas 2 horas disponíveis em um fim de semana qualquer, rode seu emulador favorito e aproveite! Eu recomendo.

  • Weslei Cristo  - Heavy Rain
    avatar

    Um jogo que curti muito, e me fez muitas vezes ficar nervoso (nao de raiva), aflito, preocupado, e muitas vezes me pegar com o coracao acelerado de tanta adrenalina (nunca havia sentido isto em um jogo antes).
    Estou falando de Heavy Rain, o jogo eh genial, voce fica o jogo inteiro tentando descobrir quem eh o culpado, desconfia de todos, e no fim se surpreende.
    E o fato de que se voce morrer com um personagem, perdeu ele pro resto do jogo, nao tem [Retry], isto deixa mais aflito e com medo de nao morrer.
    Gostaria de criar um jogo tao envolvente quanto este.

    (Quero desculpar pelas faltas de acentos (teclado bugado), e quero dizer que me ajudou muito o post, muito mesmo. Valew Cindy!!) :D

  • Anônimo
    avatar

    Sobre Shadow of the Colossus, esse jogo conseguiu realmente me emocionar, de tal forma, que eu acordava minutos antes de ir para a aula só para assistir o prólogo do jogo. O interessante é que, se tratando de ficar arrepiado de emoção foi a exposição cinematográfica em conjunto com a trilha sonora e arte que conseguiu fazer isso, embora façam parte do design do jogo, não faz parte da interatividade com o jogo em si, característica esta que talvez seja a mais importante e que o torna um jogo de fato.

    As batalhas com os Colossus e os "passeios" pela The Forbbiden Land foram muito boas também, mas não sei se foram tão emocionantes assim quanto a cinemática.

    Não senti coisas como culpa ou divisão, como você mencionou, mas senti solidão, alegria, coragem(pela vontade de salvar a Mono), medo(do desconhecido). Acho que ele desperta emoções diferentes em cada pessoa.

    Cara! Mesmo agora, falando sobre SOTC, fico com os olhos cheios de lágrimas. Como isso é possível? Como um jogo pode fazer isso? Isso é incrível. Conquistar o público através da emoção é genial. E Shadow of the Colossus conseguiu fazer isso.

    Quando penso em SOTC eu penso: "Isso é pura arte!" em todos os sentidos que essa definição implica.

    Até um dia contadora de histórias!

    P.S. Tu tens um belo sorrso, hein! ;)

  • Luã[Lujon]
    avatar

    Esqueci de colocar meu nome do comentário acima :X

Escrever um comentário
Your Contact Details:
Gravatar enabled
Comentário:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img]   
:angry::0:confused::cheer:B):evil::silly::dry::lol::kiss::D:pinch::(:shock:
:X:side::):P:unsure::woohoo::huh::whistle:;):S:!::?::idea::arrow:
Security
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.
LAST_UPDATED2  

Busca

Linguagens

Twitter